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ARTIGO CAUSA ANIMAL: Pequenas grandes ajudas

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Por Adriana Schnell, jornalista que ama as pessoas e cuida com amor dos animais

Em janeiro de 2002 resgatei o primeiro animal das ruas de Porto Alegre. Eu já tinha 30 anos de idade e experimentei, pela primeira vez, a felicidade de dar um lar para um gato preto que, se tivesse ficado na rua (ele era filhote), provavelmente não teria chegado vivo aos dois anos de idade. No próximo mês de dezembro, Gato Ugly irá completar 18 anos de vida bem boa (com carinho e proteção), a maior parte desse tempo como grande companheiro do meu pai.

Daquela adoção, no início do milênio, para este ano de 2019, felizmente, fiz muito mais pelos animais do que nas minhas primeiras três décadas de vida (e não me conformo por ter começado tão tarde, ainda que sempre seja tempo de fazer alguma coisa). Além do amor pelo bichos, de 2002 para cá descobri – acompanhando e colaborando com o trabalho de dedicados protetores – como nós, humanos, somos capazes e podemos fazer muito por eles. Criaturas que, no Brasil, representam 140 milhões de vidas, entre animais que têm um lar e que estão em condição de vulnerabilidade (ACV), ou seja, que ainda estão nas ruas mas recebem algum tipo de cuidado das pessoas. Há muitos outros milhões, infelizmente, totalmente abandonados e que nem aparecem nas estatísticas.

Avançando além da adoção

Da mesma forma que não temos como ‘juntar e levar’ todos para dentro de nossos lares (Porto Alegre é a terceria capital com o maior número de animais domiciliados do País, com 55% dos lares com pelo menos um pet, posso garantir que podemos ajudar muito mais cães e gatos (e aves, peixes, répteis e outros mamíferos) que estão em risco. Ou porque foram arrancados de seu habitat natural, ou porque foram paridos na rua mesmo, ou porque tiveram um lar, mas foram abandonados. Então, neste primeiro artigo que tenho o prazer de escrever no blog do jornalista André Machado, proponho que avancemos para além da adoção:

  • Participando de mutirões de resgate;
  • Oferecendo lar temporário para animais resgatados (até que se ache um lar definitivo);
  • Doando, para protetores independentes e ONGs, ração, medicamentos e acessórios veterinários;
  • Custeando castrações, vacinas e tratamentos veterinários de animais resgatados;
  • Fazendo campanha e divulgação da causa animal nas redes sociais;
  • Combatendo o comércio ilegal de animais;
  • Elegendo políticos que tenham ideias e compromissos com os animais e com o meio ambiente (e cobrando a colocação em prática dessas ideias);
  • Preferencialmente adotando animais e com responsabilidade (o que significa compromisso com saúde e bem-estar até o fim da vida).

As causas se multiplicam em um País com tantas demandas sociais. Bichos não são melhores que humanos que não são mais importantes que bichos. Quem ajuda os animais ajuda a sociedade da qual faz parte. E ainda tem o benefício direto de receber o amor tão puro e desinteressado que os bichos sabem dar.

Obrigada por sua leitura! Até a próxima!

E pode deixar aqui no blog sua história de resgate ou adoção ou ajuda a um animal. Bons exemplos merecem ser compartilhados para inspirar novas boas atitudes!!!

1 COMENTÁRIO

  1. Eu acho os animais bem melhores que os humanos! Eles não são traiçoeiros e vingativos. E serão maus se forem maltratados ou judiados. Abraço.

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