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ARTIGO COMER BEM: Os riscos da carne gorda

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Por Luciana de Oliveira Machado, nutricionista

O estilo de vida normalmente está ligado aos hábitos alimentares, fator que influencia diretamente nossa saúde.

As gorduras são fundamentais à boa saúde, mas de preferência, as gorduras dos tipos mono e poli-insaturadas, que agem reduzindo o risco de doenças cardíacas, diminuem a inflamação corporal, protegem o coração, melhoram o sistema imunológico, diminuem o extresse oxidativo, são vasodilatadoras.  

As carnes contêm nutrientes fundamentais para o nosso organismo, só que além das proteínas, ingerimos a gordura saturada que pode ser intrínseca, aquela não visível, e extrínseca, a gordurinha da Picanha e dos embutidos. A gordura saturada pode atuar como inflamatória em pessoas com genótipo suscetível.

O consumo excessivo de carne vermelha e sua gordura, está relacionado com o aumento do risco de diferentes tipos de câncer, além de provocar doenças cardiovasculares, comprometer o aparelho renal pelo excesso de proteína, obesidade e diabetes.

Boa parte dos gaúchos preservam o hábito de consumir aquele churrasco gordo. Quando consumida com frequência e desta forma, quando ela fica “chamuscada” pelo fogo alto com pontos carbonizados, a carne e sua gordura passam a aumentar os riscos do desenvolvimento de câncer, porque a fumaça em contato com ela fornece substâncias prejudiciais, conhecidas como Xenobióticas.  Então outro ponto é preferir a preparação refogada ou levemente grelhada ao ponto, e não na brasa.

Segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer, quando consumidas em excesso, podem facilitar o desenvolvimento de câncer no intestino (cólon e reto), uma vez que possuem grandes quantidades de ferro heme, nutriente essencial ao corpo, mas que, em excesso, pode ter efeito tóxico sobre as células.

Existe uma onda recente que devemos ter cautela: comer “banha” de porco não faz mal, porque comer gordura saturada não faz mal. Esses animais são alimentados com ração rica em Ô6, agrotóxicos e antibióticos, esses poluentes são armazenados nessa gordura saturada. Com isso, geramos um quadro inflamatório. As pessoas estão desorientadas, estão consumindo uma grande quantidade de gorduras poli-insaturadas ou saturada cheia de xenobióticos, gerando quadro inflamatório, e estudos mostram que a concentração de xenobióticos no tecido adiposo do indivíduo está relacionada à Proteína C-Reativa, à diabetes tipo II e à incidência de síndrome metabólica e de doença cardiovascular e não apenas o tecido adiposo total.

Por Lu Oliveira – Nutricionista Clínica

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