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Fábrica do Futuro vai apontar para o interior gaúcho

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Tá bem, sou fã da Fábrica do Futuro. Não apenas dela, mas é o ecossistema de inovação do qual estou mais próximo e a cada dia mais surpreso com as possibilidades que nos oferece. Começo a semana aqui no blog com uma entrevista com o CEO Francisco Hauck. Em meio a conceitos, uma revelação: a FdoF se prepara para alcançar também o interior gaúcho. Junto com o Instituto Futuro, a iniciativa mostra que a ideia de um corpo em constante movimento não é apenas uma ideia no papel.

Blog do André Machado – Qual o futuro da Fábrica do Futuro?

Francisco Hauck – É a construção e o constante pensamento do funcionamento da sociedade, dos negócios e da tecnologia de uma forma que traga um resultado muito humano e respostas para a desigualdade e sustentabilidade. A Fábrica do Futuro é um lugar para todos juntos estarem sempre questionando, tendo ideias e colaborando para sempre garantir que a sociedade e os seus valores estão caminhando para um destino em que há esperança de sobrevivência da raça humana.

Blog – A FdoF fica na Câncio Gomes, em pleno Quarto Distrito. Ela é um prédio?

FH – Embora ela tenha uma presença física ela é um fenômeno “figital”. Ela tem uma estrutura de concreto, madeira e ferro, mas ela é construída de pessoas. Da rede e dos sonhos destas pessoas e suas expertises. Eu vejo a FdoF como um lugar no cosmos, um centro gravitacional de talentos. Um ponto iluminado na escuridão para que as pessoas se encontrem umas às outras e descubram outras possibilidades. A fábrica é um lugar, uma ideia que com a rede internacional de mentores consegue conectar Porto Alegre com oportunidades pelo mundo.

Hauck falou de inovação em entrevista à Band/RS – reprodução

Blog – Em nove meses de funcionamento, a FdoF já fez seu primeiro parto? O que nasceu aqui?

FH – A gente fica muito feliz. A primeira startup que veio para cá, ainda no chão de obra, a 400g, está expandindo para Florianópolis. O coworking não estava pronto e elas pediram para usar um espaço numa sala improvisada. Agora estão indo para um centro de distribuição próprio. Nossos filhos cresceram e é uma grande forma de conceito. Muitas vezes um ecossistema vai lamentar a perda de um pagante de coworking. Para nós, quanto mais startups passarem por aqui no momento certo da vida delas e que precisam de apoio e mentoria, desenvolvam seus projetos, maior o orgulho.

Blog – É um sentimento de pai desapegado?

FH – Exato. É muito orgulho que ela consiga partir para uma outra fase. É uma prova de conceito sobre a fábrica. A gente aqui a UBegin, uma startup australiana que trabalha com sistema de plataformas de gestão de projetos – que vem sendo adotado pelo Pacto Alegre. A ideia é que ele entre forte em associações e no Poder Público. É uma rede que conecta projetos. A UBegin cansou do Vale do Silício, estava indo para a Austrália, mas aportou aqui.

Blog – Em um momento, a Fábrica do Futuro foi idealizada por vocês. O caminho que ela seguiu é o caminho que vocês projetavam?

FH – Sempre disse que se 90 por cento do que a Fábrica do Futuro criar não me surpreender, ela irá me decepcionar. A gente tem um modelo de negócios sustentado em pilares muito seguros: aluguel de mesa, auditório, salas, eventos, operação de bar. Mas existem um fator X, que é impossível de prever e ocorre quando três pessoas se juntam, criam uma ideia, se aproximam da FdoF. Estas pessoas vem o local como o ideal para incubar este negócio. Você pode ser sócio, parceiro ou participar de infinitas iniciativas.

Blog – Sem nenhuma inovação, posso repetir uma pergunta? Qual o futuro da Fábrica do Futuro?

FH – Tem uma resposta filosófica e uma prática. A primeira é que a FdoF vai estar sempre em transformação. Eu espero que ela esteja sempre se adaptando. A gente opera com inteligência coletiva. De forma prática, temos pessoas interessadas e pontes sendo feitas. Há perspectivas de expansão para cidades do Brasil e para fora. Também estamos pensando em representações no interior. A gente não para para pensar que vivemos num ponto distante do mundo.

Blog – Prefere mirar no exterior ou no interior?

FH – No interior. A minha prova de conceito e relevância internacional tem a ver com o meu impacto local. Se você não faz nada na sua casa, se você não muda a vida do seu vizinho…. Nós somos relevantes enquanto a gente joga, provê conteúdos e revela talentos, desenvolvendo oportunidades. Quanta gente brilhante não tem trabalhando com inovação pelo interior?

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