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OPINIÃO: Porto Alegre tem que cuidar dos lotações

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Ontem lembrei da minha avó, dona Luíza. É que já fazia algum tempo que não andava de lotação e precisei pegar um para ir do Centro até o Iguatemi. O preço e um pouco mais de tempo disponível fez com que eu optasse pelo transporte ao invés de chamar um aplicativo, uma opção mais frequente. A lembrança de minha avó é porque no início dos anos 80 nós pegávamos a “Kombi” para ir até o Banco Maisonnave retirar a pensão dela.

Foto: Reprodução

Há muito as kombis foram substituídos por microônibus. O cartaz na frente fala em 22 passageiros sentados. Lembrei também do tempo em que ia para a fila do Santana, em frente à Mesbla, e tinha que esperar sempre o carro seguinte de tanta gente que optava pelos lotações. Ontem, do Centro ao Iguatemi, embarcaram quatro passageiros em todo trajeto. Fiquei com a nítida impressão que os lotações vão acabar.

Algumas linhas, como a Chácara das Pedras, não existem mais. Várias estão ameaçadas, especialmente as mais curtas. Acho que a cidade deveria pensar em uma forma de proteger este transporte. Todos os carros possuem ar condicionado, o embarque e desembarque é facilitado e a presença destes carros nas ruas de Porto Alegre são a cara da cidade. Não sei qual a solução, mas está aberta a temporada de propostas para salvarmos os lotações.

2 COMENTÁRIOS

  1. André, outro dia estava com o celular na mão, em uma calçada de Porto Alegre, para pedir um Uber. Mas ao olhar ao redor para me certificar que estava em segurança com o celular, vi uma lotação. Então pensei, por que não experimentar ir de outro jeito? Porém, quando a lotação parou bem próximo de mim para largar um passageiro, desisti. Eu não teria como embarcar em segurança com degraus tão autos. Pedi o Uber. Essa dificuldade não deve ser somente minha como deficiente físico, mas deve ser também de idosos. É lamentável que nosso transporte público esteja sendo substituído pelo transporte individual, acarretando uma série de consequências. Sim, temos que pensar nisso… grande abraço

    • Baita observação, Tânia. A cidade precisa ser acessível em todos os seus elementos. Isto atende a toda uma população de pessoas que vivem com alguma deficiência e a prepara para a Capital dos Idosos, que seremos em poucos anos.

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