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ARTIGO TURISMO: Somos quem podemos ser?

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Por Álvaro Machado, mestre em Turismo.

João Pedro chegou feliz ao moderno Aeroporto Salgado Filho. Ao descer no saguão de desembarque foi recebido com festa por de um grupo de danças gaúchas e logo provou o seu primeiro chimarrão e aquele delicioso chocolate de Gramado que recebeu das mãos de uma bela prenda.

Logo em seguida pegou o aeromóvel que o levaria até o centro. Com grande
surpresa acompanhava o movimento da cidade grande que demonstrava todo orgulho de estar às margens de um espetacular espelho d’água. Passou por sua orla visualizando o belo complexo de lazer que se ergueu junto ao Caís Mauá. Decidiu que iria jantar ao menos uma noite por ali.

Ficou encantado com as Praças do centro da cidade, pois lhe contaram das variadas atividades culturais e de encontro que ali aconteciam. Admirou o que podia da Zona Central revigorada, livre de carros, coberta de pessoas trocando ideias, mercadorias e experiências. Percorreu com encantamento a Orla do Guaíba, ouviu falar da Usina e ficou apreciando sua beleza, seria um espaço a ser visitado.

Jogou seu olhar para as trilhas de passeio da orla, os bares, quadras esportivas e a famosa Roda Gigante que girava apresentando o Delta do Jacuí à sua frente. Desceu próximo ao Beira-Rio pois seu encontro seria no Centro de Eventos da Cidade, localizado ao lado do estádio. Já que estava livre, depois de pegar suas credenciais, resolveu subir o Morro de Santa Teresa de teleférico para assistir lá de cima o espetáculo do Pôr-do-sol ao som de músicos locais.

Um passeio de encher os olhos e o ouvido, mas, não poderia demorar muito, pois logo iria para a recepção oferecida na Casa da Pólvora, local de grandes recepções de eventos da cidade com uma vista fantástica da capital. De barco aprendeu um pouco de tudo que Porto Alegre tem. Seus museus, espetáculos, festas de rua, passeios, parques, o Distrito Criativo e seus espaços renovados e inovadores, os roteiros pelos lados rurais da cidade, a boemia da Cidade Baixa, o fervor do Moinhos e o contato com a natureza tão próxima da cidade.

Decidiu caminhar pelas trilhas suspensas do Delta antes de retornar ao hotel onde estaria pelos próximos três dias. Imaginou uma visita à Ilha do Presídio onde foi erguido o atracadouro da Sbórnia, um espaço lúdico e criativo. Foi então que decidiu que Porto Alegre merecia uma visita mais prolongada.

Kraunus Sang quer saber onde está o atracadouro da Sbórnia / foto: divulgação

Ao voltar para sua cidade levou consigo a certeza de que essa era uma cidade que pensou no turismo e se organizou para bem receber. Essa é a Porto Alegre turística que aos poucos se mostra e esse é um texto imaginário, com vontade de virar real.

Porto Alegre pode mais.

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