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ARTIGO CONHEÇA O AUTISMO: A minha infância

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Por Marco Antônio Moreira, estudante de Jornalismo

Decidi contar minha história de maneira cronológica para depois tocarmos em assuntos importantes. Nesse novo capítulo da coluna, falarei sobre a minha infância. Como tenho poucas memórias deste período, pedi ajuda da minha mãe para lembrar de tópicos importantes.

Segundo minha mãe, fui um bebê tranquilo e fofo (sou até hoje!). Quando eu completei dois anos, minha mãe começou a perceber que eu tinha um comportamento diferenciado: Gostava de brincar com brinquedos específicos, arrumava eles organizados e seguindo uma ordem, entre outras características de crianças com TEA ( Transtorno do Espectro Autista). Porém, meu diagnóstico só foi concluído pela minha neurologista quando eu tinha seis anos de idade.

Na pré-escola, vivia absorto em um mundo “próprio”. Não me relacionava com meus coleguinhas. Gostava mais de ficar isolado. Minhas professoras da época eram muito atenciosas comigo e quando tinha uma atividade que eu não queria fazer, elas gentilmente  me estimulavam a fazê-la. Após sair da escolinha, fiquei muito chateado, inclusive pedia a minha mãe para “voltar” pra lá! Sempre tive dificuldade com mudanças.

Fui uma criança feliz. Me divertia bastante da minha maneira. Nessa época não percebia minhas características especiais. Só comecei a me sentir diferente na adolescência, mas isso fica para o próximo texto!

14 COMENTÁRIOS

  1. Lembro como se fosse ontem da tua infância. Era um bebê lindo e muito alegre! Lembro das incontáveis horas de “a Dama e o ‘vabagundo'” e das pelúcias de raças de cachorro que tu sabia na ponta da língua! Da fase dos dinossauros e dos livros sobre animais, da fase dos programas sobre a vida dos elefantes e da fase do Hi-5.
    Não há dúvidas de que tu foi, sim, uma criança muito feliz! E tua felicidade definitivamente nos fez uma família mais feliz também.
    Que venha o próximo texto, recheado de muitas outras lembranças!

  2. Marco, adorei a parte do “(…) fui um bebê tranquilo e fofo (sou até hoje!)” Kkkk Esqueceu de falar da modéstia! Kkkk kkkk kkkk

    Brincadeiras a parte, fiquei curiosa pra ver a continuação da história! =)

  3. Interessante a forma como foi percebido , pela sua mãe, sua diferenciação de comportamento em relação a outras crianças. E isso comprova a importância de prestar a atenção aos filhos .
    Muito bom o texto, saber que ser “diferente” do patrão não é sinônimo de infelicidade, é maravilhoso.
    Aguardando novos episódios.
    Parabéns Março Antônio

  4. Que bacana, Marco! Rever a história é significar o que foi vivenciado. Quanta coisa vivida e que pode ajudar a outras mães e a todos nós a entendermos uma pessoa com TEA.
    Você é muito especial na sua singularidade. Orgulho de você e de sua trajetória junto com sua família, que tanto nos ajudou a te compreender e a te ajudar. Parabéns!

  5. Marco!
    Belas palavras!
    Amor de Mãe é assim’ vê tudo’ mesmo que doa!
    Mas quero ressaltar teu Bom Humor’ Piadas afiadas’ até do improvável..hehehe
    Texto rico e sensível!
    Amando te acompanhar Moço!!!
    Tia Darlene!

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