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ARTIGO COMER BEM: Você sabe o que é disbiose intestinal?

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Por Lu Oliveira, nutricionista clínica

Como já dizia o filósofo Hipócrates há mais de 2000 anos: “todas as doenças começam no intestino”. Não é novidade que a saúde intestinal é fundamental para o equilíbrio de nosso organismo como um todo. As paredes do intestino grosso, abrigam importantes estoques de células imunológicas, que vão ajudar a nos proteger de qualquer patógeno que passe por lá. 

O intestino carrega bilhões de bactérias que, a partir de seus metabólitos, se comunicam com nosso organismo. À essa comunidade de bactérias, dá-se o nome de Microbiota Intestinal. O desequilíbrio da microbiota, chamado de DISBIOSE, pode ser o gatilho para diversas doenças, falta de energia, cansaço, depressão, dificuldades de perda de peso e ganho de massa muscular, desordens metabólicas, doenças autoimunes, dentre outros.

A relação de doenças com o desequilíbrio da microbiota vem crescendo, não somente pelo uso de antibióticos como também devido a doença intestinal inflamatória, síndrome do cólon irritável, alergias e doenças metabólicas, como obesidade e diabetes.

O tipo/mix de bactérias que temos vai depender de nosso estilo de vida, do ciclo circadiano, da região que moramos, medicamentos, doenças, de escolhas alimentares.

Se a alimentação for rica em gorduras saturadas (especialmente de origem animal, carne vermelha e queijos gordurosos), baixa quantidade de fibras, rica em gorduras, farinhas refinadas, açúcar e alimentos processados, dieta rica em lectinas (proteínas encontradas em alguns grãos e tubérculos como a batata, que podem perturbar a barreira intestinal em algumas pessoas causando um desequilíbrio intestinal), pode desencadear a disbiose.

Existem condutas que podem ser tomadas para modular essas bactérias, como mudança na dieta através de reeducação alimentar, e/ou suplementação com prebióticos e probióticos.

Invista em uma alimentação rica em fibras, em folhosos, proteínas vegetais, diminuindo um pouco a proteína de fonte animal, leguminosas, oleaginosas, alimentos integrais, prefira a fruta e não os sucos coados.

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