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Eduardo Leite: Orgulho gaúcho não pode se transformar em uma cegueira

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Inspirado na letra do hino rio-grandense, o governador Eduardo Leite abriu nesta manhã o 1o Fórum LIDE de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul com uma frase forte. Ao afirmar que “nossas façanhas já não servem de modelo à toda Terra”, o governador ressaltou que o tradicional orgulho que acompanha o gaúcho não pode se transformar em cegueira.

Leite ressaltou que a economia do Rio Grande do Sul em 2019 tem o mesmo tamanho que tinha em 2014. “As despesas do serviço público, no entanto, seguiram crescendo e aprofundando a crise fiscal”, reforçou ao defender também o pacote de medidas que encaminhou à Assembleia Legislativa e vem encontrando resistência em setores da própria base. O governador destacou que estados vizinhos, em melhores condições fiscal, estão oferecendo impostos menores. “Nosso trabalho é gerar ambiente para que se faça negócios por aqui”.

1 COMENTÁRIO

  1. Orgulho e ufanismo podem ser tomados como sinônimos. Em um texto, ou fala, mais apurado são conceitos distintos. Orgulho designa, então, sentimento de dignidade própria, de auto estima e se apóia em fatos ou condições reais. O ufanismo celebra uma idéia, normalmente de forma presunçosa ou arrogante e, via de regra, irreal.
    O trecho de nosso hino que ordena que “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra” é ufanismo na forma mais pura. É uma fala absolutamente vazia que remete a algo que não aconteceu e o que de fato aconteceu não deve ser modelo para ninguém.
    A Revolução Farroupilha, como a conhecemos, foi criada em uma sala de Grêmio Estudantil por dois ou três jovens inteligentes, cheios de ideiais e muito bem intencionados.
    Nos tornamos um Estado com um modelo mental fechado e isso leva a uma entropia que nos corrói há décadas.

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