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ARTIGO CAUSA ANIMAL: Castração, uma questão de vida

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Por Adriana Schnell, jornalista, gateira e protetora

A noite de domingo 17 de novembro encerrava o feriado da República quando recebi, 19h58min, essa mensagem de uma amiga protetora: “Tô ajudando uma moça de Alvorada a castrar umas cadelas e ela me falou que, na mesma quadra, tem quatro casas e um terreno onde gatas ficam dando cria. Tomo a liberdade de te escrever e de te mandar fotos das duas gravidinhas que estão por lá porque sei do teu amor por mãezinhas e da mão boa para doar… Sei também que tudo gera custo e trabalho. Mas a branca está quase ganhando. Qualquer coisa dou um jeito de trazê-las de Alvorada.”

Essa não é uma mensagem rara que recebo, ou melhor, que nós, protetores em geral e amigos dos animais recebemos. Os pedidos de ajuda para resgatar cadelas e gatas prenhes ou já com (muitos) filhotes multiplicam-se, sobretudo vindos de regiões carentes de populosas das regiões metropolitanas das grandes cidades. Isso quando os animais não são violentamente exterminados (afogados, envenenados, atropelados ou simplesmente mortos de fome porque largados a própria sorte). E, quando abandonados, o que menos cães e gatos têm é sorte. Eles realmente precisam de nós.

A gata foi batizada de Äiti e está em um lar de passagem no bairro IAPI

Protetores ligados a ONGs, protetores independentes e cidadão que entendem a gravidade dessa situação fazem o que podem. Infelizmente, pouco, porque o financiamento para resgatar e castrar vem dos próprios recursos ou de doações de amigos e pessoas que se sensibilizam. É fundamental que a sociedade civil organizada e as administrações municipais realmente se unam para pensar, desenvolver e COLOCAR EM PRÁTICA programas de castração gratuita ou a baixo custo.

PRECISAMOS URGENTEMENTE retirar das ruas e castrar essas indefesas cadelas e gatas. É a única forma ética e saudável para fazer o necessário controle do crescimento populacional do animais que já estão nas ruas e evitar que milhares de outro tenham esse triste destino. Uma gata, em média, pode ficar grávida seis vezes em um único ano. Se pensarmos que elas têm, em média, seis filhotes por gestação, são 36 gatinhos nascidos ao ano por fêmea.

Senhores legisladores e gestores públicos, adotem essa ideia!!! Coloquem em seus programas de governo a saúde e o bem-estar dos animais, que passa necessariamente pela castração.

Sobre as duas gatinhas prenhes de Alvorada: estão sãs e salvas em um lar solidário de passagem até serem adotadas (você pode adotá-las!). Foram resgatadas na tarde de terça, 19 de novembro, trazidas diretamente para avaliaçao veterinária. Passam muito bem. A gata branca ganhou cinco lindos filhotes na madrugada seguinte ao resgate (felinos têm hábitos noturnos e, por isso, as gatas costumam parir em silêncio, para proteger a cria dos predadores à noite e de madrugada).

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