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ARTIGO CONHEÇA O AUTISMO: O Poder da Amizade

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Por Marco Antônio Moreira, estudante de Jornalismo

Pessoas com TEA (transtorno do espectro autista) tem muita dificuldade na convivência com outras, seja na escola, faculdade ou locais de trabalho. Geralmente, as outras crianças e adolescentes não entendem como lidar com o diferente. Esse obstáculo é comum entre autistas, mas com o passar do tempo, isso começa a se tornar menos desafiador.

Quando eu era criança, tinha dificuldade em fazer amizades na escola! Era muito sozinho. As outras crianças não sabiam lidar comigo e meus gostos restritos. Na época não entendia por que as pessoas se afastavam de mim. No fundamental II, vivi uma época bem complicada. Era inadequado e acabava “perturbando” meus colegas de classe (nada por mal, claro!). Tudo que eu precisava na época era alguém ao meu lado para me dar apoio.

A turma do Santa Inês.
Em pé, esquerda- direita: Luísa Krüger, Verônica Peres, Júlia Marcon, Larissa Pereira, Lucas Duarte e eu.
Abaixo, esquerda-direita: Nicolas Kipper, Guilherme Manna e Matheus Godoy.

Só fui conhecer meus amigos de verdade no ensino médio. Até hoje mantenho contato com meus ex-colegas da época. Na faculdade foi muito mais fácil, porém, às vezes ocorriam (e ocorrem) certos deslizes de “sincericídios”, que acabam causando discussões desnecessárias. No estágio que faço na universidade, todos me entendem e sabem lidar comigo. Nas redes sociais, tento não causar conflitos e discussões.

Fazer novas amizades é sempre um grande desafio para autistas e aspies. Nesse sentido, é importante a escolha de escolas que tenham um processo inclusivo consistente. Aqui, vai meu eterno carinho a Escola de Educação Infantil Ser Criança e ao Colégio Santa Inês, onde, dentro das minhas limitações fui muito feliz.

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