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Opus tenta impedir reforma imediata do Araújo Vianna

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Em uma semana, no dia 10 de janeiro, a Opinião Produtora deve, finalmente, assinar o Termo de Recebimento do Auditório Araújo Vianna. O secretário Municipal de Cultura, Luciano Alabarse, confirmou que no próximo fim de semana o equipamento estará sob nova administração. O passo é o último para que a empresa possa iniciar as reformas e atender ao que consta no edital lançado em maio passado e vencido em uma disputa com mais dois interessados; entre eles a Opus Promoções, responsável pela administração da casa pelos últimos dez anos e desqualificada na disputa.

Só que nem tudo é tão certo de ocorrer como se prevê. Primeiro, porque a própria Opinião encontrou, em vistoria realizada nos equipamentos do local, desconformidades com o que está relatado no edital. Um dos problemas detectados foi nos aparelhos de ar-condicionado. Dos 12 que deveriam estar em pleno funcionamento, alguns apresentavam problemas. Também foram encontrados problemas nas áreas cênicas, inclusive com a retirada de móveis dos camarins.

Para recuperar estes equipamentos e refazer estruturas, é calculado um investimento extra significativo. A Opinião busca junto à Prefeitura Municipal uma forma de fazer a compensação. Uma possibilidade é um abatimento no pagamento da outorga de R$ 6,1 milhões. Procurada pelo Blog, a produtora não quer comentar o assunto neste momento.

Prefeitura realizou vistoria no local ao receber o Araujo da Opus em 2019 / Foto Joel Vargas / PMPA

Opus ainda busca medidas jurídicas

Inabilitada na disputa por não atender um requisito do edital (qualificação econômico-financeira), a Opus não aceitou o resultado da concorrência, nem a avaliação da Prefeitura Municipal de que os equipamentos instalados no local durante a concessão passaram a fazer parte do acervo do local. A produtora administrou o Araújo Vianna de 2007 a junho do ano passado.

A empresa tenta impedir que o local seja alterado através de ação cautelar de produção antecipada de provas para que fique claro o que é benfeitoria feita pela antiga concessionária e o que são equipamentos. Se concedida, a Opinião fica impedida de realizar obras e modificações no local até a perícia.

O advogado Rafael Maffini alega que a Prefeitura incluiu no edital equipamentos que a Opus entende são de sua propriedade. Ele cita o gerador instalado no local, que o município trata como benfeitoria. Outro ponto que a Opus questiona são as bomba de água. Sobre os equipamentos de ar-condicionado, a Opus alega que os colocou no local em número maior do que era pedido no edital anterior.

1 COMENTÁRIO

  1. Estranho uma empresa colocar equipamentos para utilizar em seus serviços e a prefeitura querer ser dona dos mesmos. Seria como se um permissionário de táxi ao perder a concessão o veículo passasse a pertencer a prefeitura?

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