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ARTIGO COMER BEM: Alergia e Intolerância Alimentar Tardia

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Por Luciana Oliveira, nutricionista clínica

Os sintomas das alergias alimentares tem sido tratados de forma automática com medicamentos há muito tempo, sem haver uma investigação completa para evitarmos o uso de medicação controlada. É um espirro, dor de cabeça ou secreção que já tomamos algum xarope, antialérgico, corticoides, analgésicos e anti-inflamatórios. Assim, trata-se os possíveis sintomas e não a causa.

Fatores como longo período entre a ingestão e a manifestação das reações alérgicas, baixa incidência de diagnóstico via testes cutâneos e manifestações em diversos tecidos dificultam o diagnóstico rápido e preciso da alergia alimentar tardia e isso traz grande impacto na vida das pessoas, podendo desencadear outras doenças. Ainda há no meio médico grande desconhecimento das possibilidades terapêuticas que uma dieta de exclusão potencialmente pode ter para pessoas sensíveis a certos alimentos.  

Quais as causas da intolerância alimentar?

Várias podem ser as causas, mas existe uma lista de alimentos que com frequência estão entre os que desencadeiam alergias alimentares, veja bem, não é para sairmos excluindo todo e qualquer alimento. E além destes alimentos, deve-se considerar os conservantes, corantes, aditivos químicos, aromatizantes, entre outras substâncias adicionadas aos alimentos e que podem colaborar para essas reações alérgicas, então sempre preferir os alimentos frescos, verduras, legumes, frutas e carnes.

Portanto, se possível, ter um acompanhamento por profissional nutricionista capacitado em alergias alimentares para entrar com tratamento adequado. Já dizia Hipócrates: “Fazei de teu alimento teu remédio e do teu remédio teu alimento”.

São eles por exemplo, para reações de déficit de atenção, retirar alimentos industrializados, corantes, glúten. Reações no aparelho respiratório: trigo, aveia, centeio e cevada (glúten) e leite e derivados, ovos e açúcares, são os mais causadores de asma brônquica. Síndrome do intestino irritável: leite e derivados, alimentos que contém glúten e café.  Enxaquecas: leite, café, chocolate, tomate, laranja, corante tartrazina, milho, soja, carne de porco, glutamato monossódico (um realçador de sabor) e castanhas. Nas inflamações das articulações: pimenta, pimentão, berinjela, batata, tomate.

Muitos desses alimentos retirados por 30 dias, já sentimos diferença, mas não é suficiente para reduzir os sintomas, mas pode levar até 2 anos para tentar reintroduzir os alimentos, e deve ser feito com acompanhamento, deve ser um de cada vez, respeitando tempo e intervalo.

O que acontece quando retiramos esses alimentos dessas pessoas que apresentam sensibilidade alimentar?

Desliga-se o mecanismo biológico de sustentação da inflamação crônica causada por uma reação a um ou mais alimentos e assim, experimentam ter melhor qualidade de vida.

Muitos adultos e crianças apresentam algum tipo de alergia alimentar imediata, mas um grande número da população pode apresentar alergia alimentar tardia. Um dos maiores problemas a respeito das alergias alimentares é o conflito de interesse com a indústria de alimentos, e dificilmente a indústria farmacêutica irá financiar pesquisas para verificarem a respeito do papel das alergias alimentares na saúde da população.

Precisamos ajudar essas pessoas para que reduzam ou até mesmo acabem com o sofrimento e entrem em remissão. As alergias alimentares tardias podem ser curadas pela não ingestão desses alimentos, fazendo com que se desenvolva a chamada “tolerância imunológica”.

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