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Mesmo em restauro, atração do Júlio de Castilhos poderá ser conferida

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É difícil o gaúcho que tenha visitado o Museu Júlio de Castilhos e não tenha gravado na memória a imagem das “Botas do Gigante”. Devo ter entrado pela primeira vez por lá ainda como estudante da Escola Estadual de 1o Grau Luciana de Abreu e – claro – as botas eram o assunto mais comentado por aquelas crianças dos anos 70.

Foto: Secretaria Estadual de Cultura

Há poucos dias fiquei feliz e triste ao saber que a peça seria retirada do Gabinete de Curiosidades para um merecido restauro. Feliz pelo cuidado que as botas receberão e triste por não ter a oportunidade revê-las. Só que não! As botas seguem disponíveis para visitação na reserva técnica 2 do museu, mesmo sob restauro. Ao menos a silhueta do material é possível ser observada e, assim, embalar um pouco o imaginário de crianças dos anos 70 ou dos anos 2020.

O prazo o retorno da vitrine, no entanto, deve se dar apenas em 2021. O couro das botas está muito machucado e precisa de uma atenção muito minuciosa como a que vem recebendo. Não conhece o Júlio? O prédio do museu fica na Rua Duque de Caxias 1205, bem perto da Catedral.

A diretora do museu, a museóloga Doris Couto, salienta que é possível vermos, no futuro, a bota voltar aos olhos do público. “A ideia é que retorne em um contexto narrativo onde ela seja exposta para falar sobre a diversidade, não se tratando mais do exótico”, adianta Doris.

As botas pertenceram a Francisco Ângelo Guerreiro, um homem de 2,17m de altura diagnosticado com gigantismo acromegálico. Os pés de Guerreiro, que nasceu em Cruz Alta em 1900, mediam 38 cm de comprimento e o tamanho do solado de suas botas equivale ao nº 56. Durante a vida, o homem trabalhou, inclusive, como atração de circo. No entanto, a condição de Francisco era cheia de fragilidades. Por causa do gigantismo sentia-se fraco, sofria com falta de ar, enxergava pouco e tinha muitas tonteiras. Ele morreu no Rio de Janeiro, em 1926.

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