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OPINIÃO: É preciso proibir as sacolas plásticas?

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As feiras ecológicas deixaram de distribuir neste ano as sacolas plásticas. Pela média dos anos anteriores, são dois milhões de unidades a menos circulando pelos lixos e bueiros (quando não são devidamente descartadas). Há poucos dias,  a OAB retirou 250 quilos de lixo do lago da Praça dos Açorianos, boa parte formada pelos mal falados sacos plásticos. Na Câmara Municipal, um projeto do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) quer proibir o uso de sacolas plásticas no comércio de Porto Alegre. É este o caminho?

Exemplo que vem de fora

Quando viajei à Holanda (acompanhando como jornalista uma missão da ex-governadora Yeda Crusius), em 2008, desapercebidamente paguei por uma sacola plástica em um mercado.  O Chile proibiu há poucos anos o plástico no comércio. Aqui mesmo em Porto Alegre temos bons exemplos. O Grupo Zaffari presenteia anualmente seus clientes com sacolas recicláveis. Se não levamos quando vamos às compras, a responsabilidade é nossa. Por isto, repito a pergunta, o caminho é proibir?

A proposta de Sgarbossa tramita em comissões da Câmara Municipal. Teve parecer contrário do vereador Pablo Mendes Ribeiro (ainda no MDB). Na exposição de motivos, o petista ressalta o alto custo ambiental do produto e o longo tempo de decomposição (450 anos) do material.  O relator alega que a proposta ofende o art. 170 da Constituição Federal, que trata da ordem econômica.

Postagem da advogada Carolina Weber em sua conta no Instagram. Não precisa uma lei para fazer o que é certo do seu ponto de vista / Foto: Reprodução

Mudança de atitude

A advogada Carolina Weber, esposa do vice-prefeito Gustavo Paim, mostra há tempos que é possível dispensar as sacolas sem que uma lei assim determine. Quando vai ao supermercado, solicita aos atendentes caixas de papelão, que sempre estão sobrando no estabelecimento. No mais, tem sempre uma sacola para carregar suas pequenas compras do dia-a-dia.

A Associação Gaúcha de Supermercados calcula a proibição oneraria as famílias em torno de R$ 15 por mês. O recurso seria usado para a compra de sacos de lixo. Pagar por um ambiente mais saudável é uma opção. Conscientizar sempre. Tratar temas com a proibição, em medida que se contrapõe de forma radical a um costume não me parece adequado. Lembro do projeto que proibia sal nas mesas.  Ainda acredito mais na consciência do ser humano do que na limitação da liberdade de escolha.

Farei minha parte, pela consciência. Não pela necessidade de uma nova lei.

1 COMENTÁRIO

  1. Acho que a proibição não resolveria. O problema está em nós, pois os boeiros não se entopem sozinhos por causa do plástico. Deveria haver punição rigorosa para quem deixasse lixo nos lugares onde não deveriam estar. Aí sim, se resolveria. Nós somos mal educados. É como no trânsito. Só uma legislação rigorosa, devidamente aplicada, é que vai resolver o problema. Enquanto isso, esperemos que cada um faça sua parte.

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