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Um girassol de placas solares

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Smartflower, instalada em frente a uma empresa de Caxias do Sul, simboliza os avanços na geração solar de energia no Brasil . Foto: Divulgação

Um girassol com 12 pétalas de placas de energia solar pode causar certo espanto a quem passa pela BR-116, em Caxias do Sul, na região do bairro Diamantino. Isso porque foi instalada, pela empresa Ecotec Energy, uma usina de geração fotovoltaica de energia inspirada no modelo de girassol: as pétalas se abrem ao amanhecer e acompanham o curso do sol ao longo do dia, aproveitando o máximo de incidência solar e luminosidade, com produção de energia até 40% superior aos painéis instalados no telhado. O equipamento é uma novidade no segmento da energia solar no Brasil. 

A chamada Smartflower não tem esse nome à toa. O sistema identifica, por exemplo, se há fortes ventos, granizo ou chuva forte e se fecha automaticamente, evitando danos. Ele também possui um sistema de limpeza automático, mantendo os painéis sem qualquer obstrução. A Ecotec Energy, que atua na produção de energia limpa, também está usando a nova usina como um cartão de visitas. Diferentemente dos painéis solares que ficam nos telhados, ela está exposta em frente à sede da empresa, num formato um tanto inusitado.

“A Smarflower chama a atenção. É um cartão de visitas da marca e passa a mensagem de que a empresa valoriza alternativas que respeitam o meio ambiente, como a energia solar, fonte de energia limpa que mais cresce no estado”, avalia o diretor da Ecotec Energy, Fábio da Fontoura. 

O avanço da energia solar na matriz energética do país é inegável, principalmente nesta última década. Projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) indicam que o setor poderá gerar cerca de 120 mil novos empregos no Brasil em 2020. A entidade ainda estima em mais de R$ 19 bilhões o investimento privado na geração solar de energia neste ano, incluindo a geração distribuída, que é o sistema nos telhados dos edifícios empresas, e a geração centralizada, nas usinas de maior porte. 

Principalmente as empresas, de médio e grande porte, têm aderido ao sistema de geração fotovoltaica de energia. Um investimento robusto para executar o projeto – variando de acordo com cada negócio -, mas uma promessa de retorno no médio prazo. No final do ano passado, a geração solar de energia esteve no centro das atenções do Governo Federal. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), órgão regulador do setor elétrico brasileiro, estava discutindo uma possível taxação da produção de energia nesta matriz. Uma manifestação do presidente Jair Bolsonaro sinalizou que, se depender do Executivo, não haverá impostos incidindo sobre essa energia. 


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