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COMER BEM: Você sabe o que é jejum intermitente e seus benefícios?

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Por Luciana Oliveira, nutricionista clínica

Já tem algum tempo, várias pessoas começaram a se interessar pelo jejum intermitente para emagrecer. Eu mesma custei a ceder ao jejum, pois no começo, sem buscar informações de fonte segura, achei que poderia se tratar de mais um modismo. Não tenho vergonha em contar isso para vocês, até porque, em se tratando de nutrição, eu prefiro pesquisar, me aprofundar no que chega de novidades a cada ano. Gosto de dar tempo ao tempo, pois muitas vezes é modismo, veja o que se passou com a gordura de coco que já foi eleita a salvação para o emagrecimento e agora voltou a ficar no banco dos reservas para uso esporádico, já que eleva mesmo o LDL (colesterol ruim).

Então arregacei as mangas, fui estudar com os melhores professores e tive acesso a vários estudos com humanos, macacos e ratos, em que pude constatar que o jejum não só nos auxilia para o emagrecimento, mas nos proporciona vários benefícios. Dentre vários estudos, vou destacar um de 2006 que foi publicado no PUBMED (traduzindo: O efeito da restrição calórica de dias alternados, na saúde: comer menos e mais do que o necessário em dias alternados prolonga a vida.) que acompanhou mais de 500 pessoas ao longo de dois anos e meio, comendo à vontade em 1 dia e no dia seguinte somente de 20 a 50% das necessidades energéticas (alternando desta forma: um dia alimentação normal e no outro, alimentação restrita). Os resultados começaram a aparecer em duas semanas: redução da resistência à insulina, redução de sintomas de asma, redução de infecções virais, bacterianas e fúngicas (sejam respiratórias, das amigdalas, sinusite ou dentárias); redução dos sintomas das doenças autoimunes, principalmente Artrite Reumatóide, redução dos sintomas das lesões inflamatórias no sistema nervoso central, redução de arritmias cardíacas e calorões pós-menopausa.   

O que o jejum provoca em nosso organismo?  

As restrições alimentares, as privações energéticas intermitentes, estimulam a biogênese de novas mitocôndrias e estimulam a oxidação de gorduras.

Quando consumimos sempre o mesmo tipo de alimento, e normalmente escolhemos carboidrato, comendo várias vezes ao dia, não damos descanso para o organismo, ele não tem a oportunidade de ter que mover suas reservas endógenas como fonte de energia.

Precisamos fazer intervalos sem comer de pelo menos 12h, deixando o intestino e o sistema digestório descansar.  

Vamos começar nos inspirando em uma citação bem conhecida: “Coma como um rei de manhã, um príncipe ao meio-dia e um camponês no jantar”. Comece a respeitar esse intervalo, não levando mais comida para a frente da TV, à noite.  Jante no máximo, até as 19h. Desta forma, você já irá fazer um jejum de 12h se o seu desjejum no dia seguinte, for feito a partir das 7h. Simples, não é? Mas não vale nem beliscar uma fruta. Comece devagar, mas é importante ter orientação mais detalhada com auxílio profissional para obter os benefícios do jejum.

Boa semana pra vocês!

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