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ARTIGO: amenizando o sofrimento frente ao isolamento

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Por Karine Santos, psicóloga

Karine Santos, psicóloga

O coronavírus é um dos temas mais falados nas últimas semanas. Sua forma de contágio rápido e a proporção que o vírus vem tomando em outros países tem deixado a população apreensiva.

Além do risco de contágio, da ameaça à saúde física e por se tratar de um vírus que está em fase de estudos, vemos grande parte da população sendo afetada em sua saúde mental e com preocupações que estão elevando o grau de ansiedade de todos.

Podemos falar que estamos vivendo em um momento de crise provocada pelo coronavírus, pois a situação não pode ser prevista, está ameaçando a saúde física de toda a população e se trata de um evento extraordinário. Precisamos lidar com o afastamento de nossas atividades e distanciamento das pessoas que amamos, tarefa que está sendo difícil de lidar, não podemos e não devemos ver nossos entes queridos e idosos que estão em isolamento dentro de suas casas.

Em momentos de crise, nos quais estamos nos sentindo ameaçados e isolados, sem poder ver e abraçar nos amigos e parentes, é normal que tenhamos diversas reações emocionais como: ansiedade elevada, crises de pânico, tristeza, medo, etc.

Então, o que podemos fazer para amenizar nossa ansiedade?

É fundamental entendermos sobre o vírus e como ele age, com informações de base científica e em sites confiáveis. Devemos estar atentos aos fatores de risco e de prevenção, como lavar as mãos por pelo menos 20 segundos, evitar locais com grandes aglomerações, ao tossir e espirrar cobrir o rosto com o antebraço, entre outros. Quando sabemos do que se trata a situação que está elevando nossa ansiedade e do risco real que corremos, nos sentimos aliviados e podemos, assim, tomar as medidas necessárias de precaução.

Além disso, é importante atentar e monitorar nossas preocupações produtivas e improdutivas. Neste contexto em que estamos vivendo, uma preocupação produtiva é aquela que é voltada para soluções e o que está ao nosso alcance neste momento. Por exemplo, proteger-se das formas de contágio, fazer a sua parte frente as recomendações de cuidados, cuidar uns dos outros, ter empatia e orientar as populações de risco (idosos e portadores de doenças crônicas).

Já as preocupações improdutivas não nos auxiliam em momentos de crise, pois nossa mente se detém apenas em catastrofizar e visualizar vários cenários com desfechos ruins, deixando-nos mais preocupados e ansiosos, o que dificulta a realizarmos ações de cuidado efetivo. Neste caso, aceitar que existe essa epidemia, que cientistas estão pesquisando e cada um deve tomar os cuidados necessários é a melhor opção para diminuir a ansiedade.

Vamos nos resguardar o máximo possível!

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