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Pesquisa feita em quatro estados aponta que maioria da população terá receio de frequentar espaços públicos no pós-pandemia

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Espaços ligados ao transporte estão entre os mais citados pelos entrevistados como os que devem ser evitados no pós-pandemia (Foto: Divulgação SMSUrbl/PMPA)

Uma pesquisa feita pela Innovation Center confirma a hipótese de que os hábitos da população irão mudar mesmo depois da pandemia do coronavírus. Das quase 4,5 mil pessoas que responderam ao questionário online, 57,3% disseram que terão receio de frequentar o transporte público, rodoviárias ou aeroportos no pós-pandemia. Na sequência estão os hospitais, com 56,2%, e os shoppings centers, 54,6%.

O levantamento foi feito com moradores de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e São Paulo e em outras cidades até 200 km distantes dessas. A coleta dos dados foi realizada entre 21 e 25 de abril e teve como objetivo projetar um cenário para quando a crise da Covid-19 passar. Segundo Juan Pablo Boeira, coordenador da pesquisa, é preciso levar em consideração que as pessoas estão, em geral, impactadas pelo que está ocorrendo neste momento. Ou seja, numa volta à normalidade, poderiam fazer coisas que hoje, na pandemia, dizem que não fariam.

A pesquisa também mostra que há uma tendência de fixação do comércio online. Enquanto antes da pandemia 69,4% diziam preferir as compras de maneira presencial, no pós-pandemia a preferência por adquirir produtos pelo e-commerce é a de 67% dos entrevistados. Os dados da IC também mostram que 74,8% não se sentirão seguros, nos próximos meses, para frequentar lojas, shoppings, bares, restaurantes, cinemas, teatros e aeroportos.

“Algumas mudanças serão bastante drásticas no curto prazo, principalmente em relações de trabalho e relações comerciais”, destaca o professor Juan Pablo. Para ele, estamos em um laboratório natural que está apontando “heróis, protagonistas e covardes”. Ele se refere, por exemplo, a como as empresas estão tratando seus funcionários e clientes em relação ao cenário atual do mercado. “Certamente algumas empresas sairão desta crise muito mais fortalecidas do que entraram e outras completamente queimadas”, pontua.

A Innovation Center também mostra isso em dados na pesquisa. O levantamento perguntou quais marcas estão fazendo o melhor e o pior trabalho durante a pandemia. O Magazine Luiza desponta na frente, com 13,3% das citações, como a empresa que melhor tem agido na crise. Em seguida estão Natura (10,1%) e Santander (7,2%). Na outra ponta, o Madero aparece como a empresa que pior tem agido, com 16,1% das menções, seguido da Havan (13,4%) e da 1, 2, 3 Milhas (9,1%).

Os dados ainda mostram uma mudança de entendimento quanto às reuniões e aulas presenciais. Para 74,6% dos respondentes, será melhor fazer reuniões por videoconferência mesmo depois da pandemia. Quanto às aulas, ainda que a maior parte (39,4%) ainda prefira o modelo presencial, as aulas por videoconferência são a preferência de 36,6%, seguidos por um híbrido (24%), num modelo semipresencial. “O que tende a mudar são questões ligadas a tecnologia como por exemplo o aumento do consumo online e práticas de reuniões virtuais”, destaca Juan Pablo, em acordo com os resultados da pesquisa nesta área.

A pesquisa detalha, também, que a falta de atividades com os amigos é a ausência mais sentida pelos respondentes (60,7%), seguida pela paralisação da ida aos restaurantes (59,1%). Os dados também comprovam que o setor de turismo deve ser um dos mais afetados mesmo no pós-pandemia. O segmento foi o indicado por 43,1% como sendo o setor que deverá ser alvo de economia num curto prazo a partir do novo cenário econômico. Em compensação, turismo e lazer aparecem em primeiro lugar, com 63,1% das citações, quando a pergunta se direcionou para gastos no médio e longo prazos.

Entre os 4.451 respondentes da pesquisa online, 31,2% são funcionários contratados a partir do regime CLT, 27,4% empresários e 17,5% autônomos, formando o maior bolo. A faixa dos 30 aos 45 anos compreende a que mais respondeu à pesquisa (41,6%), seguida pelos de idade entre 46 e 65 anos (38,9%) e 19 a 29 anos (14,6%).   

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