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Alimentação: os fatores que mais pesam na hora da reabertura após 60 dias

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A partir de hoje, 20, o segmento de alimentação de Porto Alegre pode reabrir seus estabelecimentos. Com o novo decreto, publicado nesta terça pela prefeitura, os locais podem funcionar com metade dos funcionários e tendo lotação máxima também de 50% do espaço físico, seguindo as diretrizes do Plano de Distanciamento Controlado do estado. No entanto, a reabertura de restaurantes, lanchonetes e bares não deve ser uniforme, segundo a presidente da Abrasel no RS, Fernanda Tartorni.

A Abrasel é a associação que representa bares e restaurantes em todo o país. Em Porto Alegre, esses espaços estavam fechados há 60 dias. Parte deles seguiu funcionando na modalidade de delivery ou take away. Mas um número considerável fechou totalmente as portas e paralisou as atividades, ou por não ver viabilidade nessas modalidades de venda ou por não conseguir operá-las diante das regras em vigor.

Hoje, diante da possibilidade de reabertura, alguns fatores se colocam como desafios. Um deles diz respeito ao estoque. Com dois meses fechados, os locais ou venderam ou perderam seu estoque e, agora, com a certeza de que podem reabrir, terão que repor. Outro ponto sensível é o chamamento dos funcionários, parte também com os contratos suspensos. Serão necessários pelo menos dois dias para recompor a equipe, segundo Tartoni.

O principal desafio, no entanto, se dá pelo comportamento dos clientes. Há uma sensação de insegurança no setor de alimentação por não saber como será o fluxo neste momento, ainda durante a pandemia. “De maneira geral está todo mundo bem contente com a reabertura, porque, dessa forma, poderemos enxergar um pouco o futuro, como o consumidor irá voltar, porque isso é uma incógnita”, destaca a presidente da Abrasel no RS.

Segundo ela, existe uma tendência de que a maioria dos estabelecimentos do setor voltem bem às atividades, mas outros nem tanto. “O perfil do consumidor de Porto Alegre é bem específico. Já tem muita gente na rua. Precisaremos ver se vão entrar”, comenta Tartoni, se referindo à circulação dentro dos estabelecimentos que comercializam alimentos.

Fernanda Tartoni, que é cheff e proprietária de um restaurante em Porto alegre, ainda pontua que o setor está otimista e que precisavam dessa reabertura, ainda que parcial, para “fazer a roda girar” e começar a visualizar o futuro. Ela também saúda a retomada de outras atividades econômicas, como lojas de rua e shoppings.

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