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Divergência sobre os bares: “locais onde as pessoas sentem para comer podem reabrir”, resume Marchezan

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Foto: Anselmo Cunha/PMPA

O prefeito Nelson Marchezan Júnior explicou nesta manhã, em entrevista à Rádio Gaúcha, o entendimento adotado pelo município para liberar o funcionamento de bares na Capital, abrindo uma nova interpretação. Pelo Plano de Distanciamento Controlado do governo do estado, bares que ficam em cidades com a bandeira laranja, caso de Porto Alegre, não poderiam reabrir. No entanto, para a prefeitura, locais que vendem alimentos e onde as pessoas podem sentar para a comer poderão reabrir, sem entrar no mérito sobre ser restaurante, bar ou lanchonete.

Para o prefeito, pelo tamanho da cidade e a quantidade de estabelecimentos, a fiscalização fica mais facilitada com essa uniformização. “Locais onde as pessoas sentem para comer e mantém distanciamento de dois metros, com capacidade máxima de 50% da ocupação, com as regras previstas no decreto de higienização, podem funcionar, sem entrar nos detalhes que vão dificultar a fiscalização disso”, frisou.

Marchezan justificou a retomada de mais atividades econômicas a partir de hoje com base, principalmente, no número de leitos de UTI disponíveis na cidade. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, o município mantém estável a ocupação há pelo menos 40 dias, não passando de 43 leitos ocupados. Existem 614 leitos de UTI operantes em Porto Alegre. Dados de ontem, 19, mostravam uma ocupação de 77,8%, sendo menos de 10% ocupados por pacientes com Covid-19.

“Se nós mantivermos esse número de leitos ocupados, ou se confirma a tese de muitos, de que o pior já passou, ou acontece o que a maioria dos cientistas está indicando, que é manter o isolamento”, comenta o prefeito. Segundo ele, o município poderá voltar atrás nas medidas e retomar o fechamento de determinadas atividades se for verificado um crescimento na ocupação das UTIs por pacientes com coronavírus.

Com o decreto desta terça, mais de 14 mil empresas de pequeno porte (EPP) foram liberadas, a maioria atuante no setor de comércio e serviços. “São empresas que geram um movimento maior”, pontua o prefeito. As classificadas como limitada (Ltda.) são 25 mil em Porto Alegre. Além do setor econômico, o prefeito também comentou que a prefeitura não trabalha, até este momento, com a ideia de fechar a Orla do Guaíba e parques e praças, mas sim com uma maior conscientização das pessoas. Diante do alto movimento na orla no último domingo, uma petição online foi criada para pressionar a prefeitura a fechar esses espaços.

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