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Ocupação de leitos em Porto Alegre passa dos 90% em alguns hospitais; pacientes com Covid representam apenas 6%

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Leitos de UTI e emergência chegam a 100% da ocupação na Santa Casa, segundo dados do município (Foto: Divulgação)

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, compilados e organizados pelo Departamento de Estatística da UFRGS, mostram que hospitais de Porto Alegre já chegam a níveis de ocupação dos leitos de UTI e de emergência próximos da totalidade. É o caso da Santa Casa de Misericórdia, que ontem, 28, tinha todos os seus leitos ocupados nessas duas categorias. Em seguida, no Instituto de Cardiologia a ocupação é de 95,24%. O Hospital Moinhos de Vento (92,86%) e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (91,5%) vêm na sequência.

Essa ocupação não se refere apenas a pacientes com Covid-19. Pelo contrário, eles não formam maioria no uso dos leitos, tanto de emergência como de UTI. Até ontem à noite, havia 42 pacientes com o coronavírus ocupando leitos de UTI, por exemplo, sendo 17 no Clínicas, 8 no Ernesto Dornelles, 8 no Conceição, 4 no São Lucas, 4 no Moinhos e 1 no Divina Providência.

Na média, a Capital tem, neste momento, 79,89% de ocupação dos seus 870 leitos operantes. Os leitos ainda disponíveis são 175 nesta sexta-feira, sendo 51 no Conceição, 27 no São Lucas, 21 no Cristo Redentor, 18 no Vila Nova e os demais espalhados por outros 11 hospitais.

Há 30 dias, em 28 de abril, a taxa de ocupação dos leitos na Capital era de 69,24% e o sistema tinha 54 leitos operantes a menos. Naquela data, 34 pacientes com Covid-19 ocupavam leitos de UTI em Porto Alegre, oito a menos do que hoje.

Flexibilização. O fato de o número de leitos de UTI com pacientes de Covid-19 não ter dado um salto nos últimos dois meses foi um dos principais fatores que embasaram a decisão da prefeitura de flexibilizar a reabertura de várias atividades econômicas. No entanto, a orientação das autoridades de saúde é para que ainda se saia de casa somente quando for necessário e que, ao sair, todos os cuidados de higiene e segurança sejam tomados.

Nos estabelecimentos comerciais, cuidados com higiene e distanciamento estão sendo percebidos. No caso dos bares e restaurantes, os protocolos sugeridos pelo próprio segmento se propunham a estabelecer normas de ocupação mais rígidas.

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