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Com uma cadeia de 500 mil empregos no RS, setor de eventos busca facilitação de financiamentos para retomada

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Foto: Unsplash/Ilustrativa

O grupo Live Marketing RS, formado para unificar as pautas do setor de eventos do estado, divulgou uma pesquisa realizada com 160 empresas do segmento entre os dias 25 e 26 de maio. A produção de eventos corporativos, a produção de feiras e congressos e fornecedor da cadeia de eventos contemplam a maioria das empresas. Apenas no Rio Grande do Sul, estima-se que o setor movimente cerca de R$ 2 bilhões de reais ao ano e gere 500 mil empregos diretos ou indiretos.

Agora, em função da pandemia, o segmento de eventos foi um dos mais afetados, tendo praticamente que paralisar por completo. A pesquisa procurou dimensionar principalmente o cenário financeiro das empresas e as projeções para a retomada, incluindo a necessidade ou não da tomada de financiamentos. Hoje, o grupo Live Marketing congrega 340 empresas do setor de eventos. Pelos respondentes da pesquisa, cerca de 1/4 correspondente a microempresas ou microempreendedor individual.

Entre as 160 empresas que responderam a pesquisa, feita de modo online, 35% já solicitaram algum tipo de financiamento. A maior parte das empresas (38%) sinalizaram que precisariam de até R$ 50 mil para alavancar o caixa no pós-pandemia, embora as que precisariam de valores maiores também sejam numerosas, somando 2/3. Entre as empresas do setor, há as que empregam até 300 funcionários diretamente e que produzem grandes eventos, como feiras internacionais e shows.

Na pesquisa, o Live Marketing também resume as condições financeiras impostas por bancos públicos, como Banrisul, BRDE, Badesul e BNDES, para a contração de financiamentos por para das empresas. Entre as solicitações do setor de eventos está a de que os bancos públicos precisam “liberar créditos sem garantias, pois as empresas não tem faturamento.”

O grupo ainda sugere que haja linhas de crédito para concessão de capital de giro com carência, prazo e condições especiais; linhas de micro créditos sem garantia; criação de re-parcelamentos/pagamento especiais para as empresas que já possuem linhas de credito; facilidade para obtenção do crédito.

Das empresas respondentes, 104 ainda não solicitaram nenhum tipo de financiamento, 41 solicitaram e aguardam retorno e 15 já tiveram o financiamento negado. Entre as 56 que solicitaram, 10 já receberam e 46 ainda aguardam. Nas garantias, 62 empresas afirmaram que não teriam o que dar como garantia para a contração dos empréstimos.

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