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Com o abre e fecha, lojistas temem que falta de previsibilidade prejudique ainda mais os negócios; veja o que deve fechar a partir de amanhã

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Comércio fechado no Centro de Porto Alegre, no início de abril (Foto: Cesar Lopes/PMPA)

O decreto publicado nesta madrugada pela prefeitura de Porto Alegre se choca com o próprio decreto municipal do final de semana. Mas, conforme havia indicado ontem, o prefeito Nelson Marchezan Júnior assinou o decreto prevendo o fechamento de todo o comércio não essencial em Porto Alegre, em resposta ao rápido crescimento da demanda por leitos de UTI em função da Covid-19 em hospitais da Capital.

Estabelecimentos de comércio e serviços devem fechar já nesta quarta-feira, restaurantes e lancherias na quinta-feira e indústria e construção civil na sexta-feira. As restrições voltam a ser duras conforme as impostas no final de março, quando a cidade praticamente parou. A maior parte das medidas previstas no decreto municipal estão de acordo com a previsão da bandeira vermelha pela norma estadual, confirmada ontem.

Há duas semanas, Marchezan decretou o fechamento do comércio que fatura acima de R$ 4,8 milhões por ano, mantendo os microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Mesmo depois do anúncio da bandeira vermelha pelo governador, que ocorreu no sábado, a prefeitura de Porto Alegre manteve uma flexibilidade incompatível com a norma estadual, causando dúvidas na atividade econômica.

“Não há previsibilidade, não há condições de o negócio tocar fechando 60 dias, abrindo 20 dias e vendendo a metade e depois fechar novamente sem uma previsão de como e quando vai reabrir. Isso faz com que não tenhamos a possibilidade de ver como comprar, quantos funcionários manter, de que jeito vamos sair, a perspectiva”, destaca Paulo Kruse, presidente do Sindilojas Porto Alegre.

No comércio, ficam permitidas as atividades de ferragens e lojas de materiais de construção, petshops, lavanderias, óticas, salões de beleza e barbearias, lotéricas, entre outros estabelecimentos previstos no decreto. Todos os locais abertos deverão obedecer a regras de ocupação e higiene.

Os shopping centers e centros comerciais também poderão manter o funcionamento apenas de farmácias, mercados, serviços da área da saúde, posto da Polícia Federal, bancos, lotéricas e correios, além dos serviços de alimentação na modalidade delivery ou pague-leve. É o que vale, também, para os demais pontos que vendem alimentos na cidade, incluindo lojas de rua. Pelo atual decreto, fica proibida a permanência do cliente no estabelecimento.

“Deveremos enfrentar quatro, cinco meses de um negócio totalmente diferente daquilo que tínhamos. Lamentavelmente teremos muitos fechamentos de lojas e muitas demissões, o que não gostaríamos que acontecesse. Entendemos a pandemia e que devem ser criadas regras para segurar, mas entendemos também que deveria ser feita uma campanha de conscientização e abrindo alguns setores”, pondera Kruse.

Pela primeira vez, desde março, a prefeitura impôs restrições a parques e praças, mas não o seu fechamento total. O decreto estabelece que deve ser respeitada a distância mínima de dois metros entre cada pessoa, além das medidas de proteção individual. No Mercado Público, também funcionarão apenas lojas que vendem alimentos. Casas noturnas, teatros, museus e cinemas permanecerão fechados.

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