Início Jornalismo Notícias Entidades do setor de alimentação defendem que estabelecimentos estavam cumprindo todos os...

Entidades do setor de alimentação defendem que estabelecimentos estavam cumprindo todos os protocolos e discordam de novo fechamento

92
0
Foto: Mona Miller/Unsplash

A partir de quinta-feira, todo o setor de alimentação de Porto Alegre deve se adequar ao decreto publicado hoje pela prefeitura: trabalhar apenas com tele-entrega, pague-leve ou drive-thru. A nova norma não permite que restaurantes e lanchonetes atendam clientes presencialmente, como vinha ocorrendo até agora, o que gerou protestos da Abrasel e do Sindha, entidades que representam o setor.

Para o presidente do Sindha (Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região), Henry Chmelnitsky, o segmento estava atuando com todos os processos de maneira segura e os estabelecimentos estavam concordando com a normativa de atenderem apenas até as 17h, muito em função do fluxo de pessoas no Centro, que é maior durante o horário comercial.

“Voltar ao delivery e take away é preocupante. Esse efeito ‘abre e fecha’ vai deixar reflexos muito duros para a nossa economia. Treinamos colaboradores para que o público se sinta rigorosamente seguro. E, ainda, trabalhamos junto ao Estado e município buscando sempre a melhor condição. Mas agora voltamos a uma determinação que nos deixa sem saída a não ser ver nossos negócios resistindo para não fechar as portas permanentemente”, pontua Chmelnitsky.

A presidente da Abrasel no RS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Fernanda Tartoni, vai na mesma linha, destacando que há um retrocesso que só piora a situação do setor. Segundo ela, os estabelecimentos de alimentação retiraram funcionários da suspensão temporária, repuseram estoques e estavam se adaptando à nova realidade para manter a segurança dos espaços.

“Ir a um restaurante era mais seguro do que estarmos em uma praça com aglomeração ou até mesmo estarmos dentro de um supermercado (que é um item de necessidade). Estávamos cumprindo todos os protocolos e mesmo assim estamos proibidos de fazer o atendimento. Nem todos vão conseguir sobreviver com delivery e take away. Estamos extremamente preocupados com o futuro do nosso setor. Nossa situação está bastante grave”, frisa Fernanda.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui