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“Prefeito elegeu o comércio como grande vilão”, afirma presidente do Sindicato dos Comerciários de Porto Alegre

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Foto: Maria Ana Krack/PMPA

O prefeito Nelson Marchezan Júnior começou bem na condução da pandemia, mas vem errando. Essa é a opinião do presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio (Sindec) de Porto Alegre, Nilton Neco. A categoria é uma das mais afetadas pelo abre-fecha dos estabelecimentos comerciais. O sindicato estima que dos 90 mil comerciários de antes da pandemia em Porto Alegre, de 15 a 20 mil tenham sido demitidos nos últimos três meses.

Segundo Neco, a prefeitura acabou focando apenas na circulação de pessoas através do comércio, deixando de lado outros pontos importantes, como o transporte público e os parques e praças.

“O prefeito elegeu o comércio como grande propagador do vírus e o que a gente tem visto é que as pessoas não estão respeitando o decreto, vão para parques, se acumulam, andam na rua sem máscara, não mantêm distanciamento social. Então agora o prefeito está tentando atacar, mas ainda elegendo o comércio e serviços como o grandes vilões. Nós não concordamos com isso”, pontua o presidente do Sindec.

Para ele, além da ocupação de leitos de UTI como critério para novas medidas de controle da circulação, a prefeitura deveria adotar, por exemplo, uma testagem mais ampla, em locais públicos, podendo aferir em quais regiões da cidade o vírus mais está circulando.

Nilton Neco ainda destaca que a pandemia revelou mazelas sempre existentes no Brasil, como a alta taxa de informalidade e as condições de vida nas periferias. São questões que pouco apareciam porque ia se dando um jeito, segundo ele. Mas agora, quem vivia de bico, por exemplo, está tendo maior dificuldade.

“Se não tiver apoio massivo do governo federal, mantendo capital de giro para as pequenas e médias empresas, que alavancam a economia do país, o problema pode ser muito maior, em termos de aumento da pobreza”, pontua Neco.

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